
Fiz amigos que ficam pra vida toda. Companheiros com quem sei que não perderei o contato, e outros que, mesmo sem ver, sei que são amigos, que gostam de mim, que vão falar por aí que já trabalharam comigo, como eu contarei vantagem a outros colegas porque já trabalhei com eles.
Sá, Maurício, Malaguti, Sebá, Tonão, Tadeu, Josinaldo, Paulão, Claudinho. Foram companheiros de trabalho com quem dei muitas risadas, com quem fiz grandes reportagens e tive orgulho de dividir o carro da externa.
Editores de texto sensacionais também, que valorizaram e muito meu trabalho. Quantas vezes vi um vt meu no ar e fiquei supreso. Tinha ficado muito melhor do que eu imaginava. São vários, é claro. Também poderia citar todos, mas não é falta de reconhecimento citar apenas a Kátia. Artesã da edição. Sensível, com olhar e mãos de fada. Obrigado pela Garça, pelo Especial 30 anos, e por tantos outros vts que não vou esquecer jamais.
Com alguns, foi um verdadeiro combate permanente. Mas é assim mesmo. Entre repórteres e editores existe a velha luta de classes. O repórter sempre quer o vt grandão. Cada frase é como um filho, que ele defende com unhas e dentes. O editor, sempre que pode, deixa o trabalho o mais curtinho possível. E tome briga. Mas todas elas, sem exceção, nesse tempo todo, foram válidas, geraram aprendizado em ambos os lados, tenho certeza. Sei que muitas vezes minha insistência se comprovou legítima com o trabalho no ar. Como também sei que muitas vezes as podadas tornaram o material melhor, mesmo contra a minha vontade. Riciere e Danilo que o digam. Foram os dois com quem eu mais briguei, no bom sentido. Ganhei algumas vezes, perdi outras, e aprendi em todas. Ao Chico Ferreira "Mãos de Tesoura", toda a minha reverência. Ninguém nunca cortou meus vts ao meio com tanta competência como você. Amputación, sin, pero sin perder la ternura jamás!
Aos editores de imagem também devo muito. Quantas vezes trouxe reportagens que eu mesmo considerava chinfrins, daquelas que dá vontade derrubar, quanto se está na rua. Mas se tornaram belos trabalhos. Graças a eles. Obrigado a todos, sem exceção.
Aos produtores, carinho e gratidão. Sobretudo à Isabelle, que não tem esse nome de verdade, e que nunca me deixou tirar uma foto dela usando dois óculos ao mesmo tempo; e à Bob, que só me deu um abraço no dia da despedida. Mas sei que em pensamento, fui muitas vezes abraçado por ela.
Ao demais colegas repórteres, também meu obrigado. Ao Borda, pelas lições no ar, ao Dirceu, pela generosidade, à Luisa, pelo carinho e pela inocência, ao Vantini, pela solidariedade, à Glauce, pela tranquilidade, à Ana Paula, pelo reconhecimento, tão raro, aos bons trabalhos, à Murielli, pela amizade antiga. E principalmente ao Guilherme, pela amizade sincera, e por todos esses atributos somados.
Um obrigado mais que especial ao Alexandre Reis, chefe, amigo, companheiro, professor. Aprendi muito contigo, Alexandre. E serei grato até meu último suspiro em vida. Se elogio desse dinheiro, só com os meus, você estaria rico.
A Edith, a "mama" uma gratidão e a certeza de que eu te compreendo. Talvez poucas pessoas tenham descoberto quem você é de verdade. Posso dizer que fui uma delas, e me sinto feliz por isso. As "chineladas na bunda" me ensinaram muito, e o carinho também. Nunca vou te esquecer.
Ao pessoal da área técnica, meu obrigado por trabalhar tanto para que eu saísse bonitinho no vídeo. Vocês são legais, companheiros, e grandes profissionais.
Aos meus desafetos (quem não os tem?) deixo uma menção honrosa. Vocês me ensinaram a viver no zoológico, entre animais peçonhentos e venenosos, sem ser picado mortalmente. Com vocês, aprendi a falar menos e ouvir mais.
Um deles, em especial, foi uma enorme decepção. Eu gostava muito de você, cara. Quando você passava pelo seu pior momento, fiz o que pude para ser solidário, e isso foi incompreendido. Mas te entendo. É o instinto. As vezes, nós humanos agimos como cães assustados e mordemos a mão de quem tenta nos salvar. Eu também já devo ter feito isso algum dia, e te perdoo.
Na EPTV eu amei, odiei, sorri, chorei, namorei, quase casei, me separei, xinguei, reclamei, comemorei. Tive todo tipo de sentimento. Foram muitas emoções, como diria Roberto Carlos.
Saí no auge, como outro rei, o Pelé, embora nem de longe queira me comparar a ele. Com quatro reportagens entre as 10 mais votadas no site, e duas entre as mais vistas.
Saí no melhor momento para que isso acontecesse, porque agora é hora de voar mais alto. De mostrar a cara a todo o Brasil. De levar para outro lugar, os ensinamentos, os sorrisos, e as emoções que aprendi em Ribeirão. Levo cada um de vocês na memória. Levo as lembranças dos entrevistados bacanas, os chatos, das boas histórias, e das supresas.
Foram 500 reportagens. Um número e tanto. A EPTV nunca estará fora de mim. E eu nunca estarei fora da EPTV. Lá dentro, já escrevi meu nome na história.
Já tenho minha vida definida. Em breve, conto pra onde vou.










